Uma reforma no piso do prédio onde funciona a Câmara Municipal de São João del-Rei levou à realização das sessões ordinárias no salão nobre da Prefeitura local. A previsão é que a obra, no valor de R$ 3.800,00, ainda dure 15 dias e as reuniões só voltem para a Casa dos legisladores depois do Carnaval. Mas a alteração não mudou muito o ritmo de trabalho dos vereadores, já que, na primeira ordem do dia, ocorrida em 1º de fevereiro, o único Projeto de Lei que entrou na pauta foi adiado, a pedido do vereador João Geraldo de Andrade, o João da Marcação (PMDB).
O dispositivo legal, apresentado pelo Executivo Municipal, trata da autorização do pagamento de despesas, no valor de R$ 11 mil, com impostos de veículos (uma parati, um fiat strada e uma caminhonete F-250) cedidos pelo Poder Judiciário ao município. Segundo informou o vereador João da Marcação, esses carros “são fruto do dinheiro desviado da Prefeitura”. Ao justificar seu pedido de vistas, o vereador contou que o Projeto de Lei está errado, pois “as placas estão erradas e o licenciamento atrasado”. E acrescentou: “Os veículos, que serão utilizados pela Secretaria de Educação, estão deteriorando, dia-a-dia, no tempo e no sol. Infelizmente tem erro no projeto. Pretendo colocar emenda para ele entrar na pauta, de novo, o quanto antes”.
A reforma
A presidente da Câmara Municipal, Jânia Costa Pereira da Silveira (PTB), contou que, “devido ao mofo e goteiras, resolvemos retirar o carpete que cobria o piso do prédio. Quando isso aconteceu, constatamos que teríamos que trocar o piso, que, também, estava todo mofado”. Segundo ela, foi este o motivo que levou ao atraso na obra, já que “refizemos tudo. Tivemos, inclusive, dificuldade de encontrar a madeira, que é de lei”.
A reforma, no valor de R$ 3.800,00, prevê, também, que o piso seja sintecado. “Ao todo são 197 m2, incluindo a escada”, informou a presidente.
Nova casa
Jânia Costa contou, também, que a reforma da casa, na Av. 8 de dezembro, onde, futuramente, será abrigada a Câmara Municipal, ainda demora a ficar pronta. “Estamos na segunda etapa, cuja licitação ficou em R$ 205 mil. A fachada será mantida. Está sendo construído, nos fundos, um prédio de três andares. Cada hora é um problema novo. Por isso a demora na conclusão do serviço”, comentou.
Na primeira ordem do dia, ocorrida em 1º de fevereiro, o único Projeto que entrou na pauta foi adiado
O piso do prédio onde funciona a Câmara Municipal - que estava mofado - foi todo substituído
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